quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Silêncio, faz favor



Há uns anos, li, algures, um crítico de música clássica escrever que há mais tosse(s) num concerto no CCB, no pico do Verão, do que, na mais funda invernia, numa sala berlinense. 
Fosse tosse, comentários, rebuçados, fosse tudo isso e muito mais, já este ano, na Gulbenkian, em Lisboa, Yuja Wang saiu do palco em pranto. Pensou-se que nem regressaria para prosseguir.
Lembrei-me disto, no Sábado passado, no Auditório Exterior do Teatro de Vila Real, absolutamente lotado, quando, a meio do concerto, Salvador Sobral pediu silêncio e recordou que havia pessoas "aqui à frente que querem ouvir". Os que atrás de mim discutiam autárquicas, os bebés chorões, os teenagers a jogar nos seus smartphones queriam o quê, afinal? Psst, deixai ouvir, pá.

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