sábado, 8 de julho de 2017

Discriminação


Comparativamente, o licenciamento médico nos Estados Unidos leva de forma sistemática à sub-representação de negros (os negros constituem 13,1 por cento da população dos EUA, mas apenas 3,8 por cento dos médicos) (...) O problema não reside no licenciamento médico em si. Em vez disso, existem injustiças subjacentes e históricas que reduzem a possibilidade de os negros se tornarem médicos. (...) Por exemplo, os Estados Unidos fazem uma guerra às drogas que transforma em guetos os bairros interiores das cidades e destrói famílias. Mistura muitas minorias em escolas sobrelotadas e disfuncionais. Tem políticas criminais que garantem que os negros crescem acostumados à ideia de que os jovens negros vão para a cadeia. Os Estados Unidos policiam os negros de forma mais confrontacional e violenta do que policiam os brancos. Impõem um conjunto de requisitos de licenciamento e urbanização que tornam desproporcionalmente difícil os negros começarem um negócio. E por aí fora. O país trata os negros de formas muito injustas. 

Jason Brennan, Contra a democracia, Gradiva, 2017, pp.190-191

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