sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Escolhas totais (em "A peste", de Camus) (II)


Apesar de, sem dúvida, a certa altura e questionado sobre o tema, - "Acredita em Deus, doutor?
A pergunta fora ainda feita naturalmente. Mas desta vez Rieux hesitou.
- Não, mas que quer isso dizer? Estou nas trevas e tento ver claro. Há muito que deixei de achar isto original" (p.112)" - se confessar ateu, num outro passo o médico dr.Rieux diz que ou bem que se dedicava a tratar vidas (a salvar pessoas), ou bem que se dedicava a saber (no fundo, a investigar as "questões últimas"). Uma espécie de reconhecimento agnóstico (talvez, já, mesmo, entrevisto, implicitamente, na resposta anterior - "mas que quer isso dizer?"), mas não sem uma certa admiração pelo comportamento próprio: "- Nada no mundo vale que nos afastemos daquilo que amamos. E, contudo, também eu me afasto, sem que possa saber porquê - deixou-se cair de novo sobre a almofada. - É um facto, aí está. Registemo-lo e aceitemos as suas consequências.
- Que consequências? - perguntou Rambert.
- Ah! - disse Rieux. - Não se pode ao mesmo tempo, curar e saber. Curemos, pois, o mais depressa possível. É o mais urgente" (p.179).
Um período (textual) que me fez lembrar, muito e duplamente, o Cardeal Carlo Maria Martini: se, aqui, Rieux manifesta uma certa estupefacção pelo seu próprio cumprimento do dever (uma espécie de obediência às "leis eternas" de que falava Antígona), o homem de Igreja perguntava a Umberto Eco (Em que crê quem não crê?): há muitos "crentes" que têm um comportamento péssimo, "não crentes" que têm um comportamento exemplar, mas em que fundamenta você a obrigação de dar a vida pelo outro, sem conhecer um Deus pessoal? (ao que Eco respondeu que queria ficar sempre com o exemplo de Jesus, porque só o facto de a humanidade se ter proposto o Cristo como modelo significava que esta espécie bárbara e terrível, estava, com tal gesto/desejo, redimida). E, num livro de perguntas colocadas pelos jovens: [qual o sentido da vida?] Estive demasiado ocupado a trabalhar [no seu múnus, a ajudar os outros, a curar, a salvar] para poder dedicar-me à questão.

P.S.: Rieux realmente afasta-se do que/de quem ama, na medida em que a mulher tinha saído de Orão em tratamento e, entretanto, com a peste a isolar a cidade, o médico e esposa estavam, também, separados. A questão da obrigação de dar a vida também se coloca neste romance, porque, em realidade, ao tratar aqueles que padeciam da peste contagiosa, o médico esteve sempre a arriscar (-se pelos outros).

Escolhas totais (em "A peste", de Camus)


Uma das mais interessantes questões/dilemas colocados pelo extraordinário A peste, de Albert Camus (reeditado, recentemente, pela Livros do Brasil, com tradução de Ersílio Cardoso), é-nos apresentada através de Rambert, o jornalista que aportara a Orão e que se vira, depois, apanhado na prisão que a cidade passou a constituir a partir do momento em que a epidemia tomou conta da urbe e esta foi encerrada (para que não viessem a ocorrer contaminações extra-muros). Tendo deixado mulher, o amor da vida, fora daquelas muralhas; não sendo um natural de Orão e não estando por ali há demasiado tempo, a vontade, manifestada por Rambert, de fugir, a convicção de se evadir dali, mais do que presente, fosse necessário envidar os meios que fosse (uma saída clandestina e ilegal). Conquanto os preparativos se demorassem por semanas e as tentativas de encontrar cúmplices - desde logo, uma declaração que o médico dr.Rieux não passou por escrúpulo profissional - prolongasse a estadia, o certo é que, amadurecida e finalizada, a decisão não foi pela "felicidade", pelo "egoísmo do amor" (espantoso paradoxo formulado por Camus, na medida em que o amor é saída de si para o outro, mas neste caso, a recusa dos demais para se concentrar no amor de uma vida poderia ser interpretado à guisa de egoísmo), mas pela solidariedade com uma comunidade. Ou, se se preferir, não se é feliz, segundo Rambert, vendo todos os outros infelizes: "Rambert disse que tinha reflectido, que continuava a acreditar no que acreditava, mas, se partisse, teria vergonha. Isso perturbaria o seu amor por aquela que tinha deixado. Mas Rieux endireitou-se e declarou, com uma voz firme, que aquilo era estúpido e que não era vergonha preferir a felicidade.
- Sim - disse Rambert -, mas pode haver vergonha em ser feliz sozinho.
Tarrou, que nada dissera até então, observou, sem voltar a cabeça, que se Rambert queria compartilhar a desgraça dos homens, nunca mais teria tempo para ser feliz. Era preciso escolher.
- Não é isso - disse Rambert. - Pensei sempre que era estranho a esta cidade e que nada tinha a ver convosco. Mas agora, que vi o que vi, sei que sou daqui, quer queira quer não. A história diz respeito a todos nós. - Ninguém respondeu e Rambert pareceu impacientar-se. - Os senhores sabem-no bem, aliás. Quando não, que fariam neste hospital? Acaso fizeram a vossa escolha e renunciaram à felicidade?" (p.179)
Na sabedoria do dr.Rieux, o dilema - que o binómio felicidade vs solidariedade talvez coloque, no caso, de modo demasiado simplista - começa por ser tratado a uma luz deontológica: não aceita passar um atestado médico para que Rambert pudesse sair de modo lícito de Orão. Mas toda a sua atitude está isenta de soberba, de moralismo, de lições: ele é informado por Rambert dos preparativos deste para a fuga, compreende-os, aceita-os, convive com o jornalista e parece-lhe perfeitamente natural, ou muito compreensível do ponto de vista humano, a "opção pela felicidade" (chegando, nesse esforço de empatia pela posição do outro, por repreendê-lo por não seguir esse caminho: "aquilo era estúpido e não era vergonha preferir a felicidade"). Confrontados com uma situação de uma epidemia (uma guerra, um avanço totalitário), e, ademais, com a família, e o amor maior de uma vida, longe, seria, ou não, legítimo evadir-nos? Ir em busca do amor (que também sofre por nós) seria, propriamente, e apenas, "egoísmo"? Aqui, a fórmula é notável na sua ambiguidade e complexidade: "o egoísmo do amor". Em todo o caso, poderíamos pensar que a irmandade na desgraça seria uma opção mais elevada, uma resposta maior. Mas sem atirarmos pedras, ou julgarmos (severamente) quem assim não decidisse. O ponto, talvez, ainda possa ser outro: quem é, quem compõe o "demos"? E a resposta seria: aqueles que compartilham "a desgraça dos homens" da cidade (mesmo que aparentemente estrangeiros). Peguy perguntava o que Deus nos dirá se chegarmos ao Paraíso sem os outros (?) - ninguém se salva sem os outros serem salvos. E este apelo de partilhar a história, e o discernimento de que um prazer que não pode ser partilhado não é um prazer, pareceram sobrelevar em Rambert.

A Alemanha que vai a votos (II)


Ontem, no Linha da Frente, na RTP1, o outro lado da Alemanha. O reverso da medalha, uma reportagem de António Louçã, com narração de António Esteves.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Eleições locais


1.Não sei se hei-de rir, ou chorar, ao ver o vídeo, com comunicado em português de quinta categoria, de um presidente de uma Associação Académica, ladeado por colegas de pé e em pose fúnebre. Depois de anos a fio sem uma palavra para com o país, nenhum protesto ou manifestação, qualquer forma de solidariedade quando milhões sofreram a bom sofrer medidas e medidas que a tantos desesperaram, sendo tais estudantes universitários, como alguém escreveu, "os grandes ausentes" - como nem em ditadura tinha sucedido neste país -, aparecem agora, por causa de umas "barraquinhas", em "marcha silenciosa" (!) pela cidade. Eles não entendem o ridículo, nem ninguém lhes explica - mas, mais do que isso, as suas acções e omissões e seu significado ético. Se lessem Tony Judt tinham percebido como quando estudantes, mesmo os que se consideravam "radicais", como ele escreveu, no pós-1960, se preocupavam mais com "as horas do fecho dos portões das universidades do que com as práticas laborais fabris" (p.94, Um tratado sobre os nossos actuais descontentamentos), quando o umbigo prevaleceu sobre uma visão sobre o "bem comum" da sociedade, em que cada grupo apenas quer saber de si (ou da sua identidade), então a sociedade caminhou para a "fragmentação", "o relativismo ético" prevaleceu e o sucesso de um modelo de Estado Providência pelo qual lutaram os ascendentes ficava em causa pela "privatização" de tudo e o "individualismo" da descendência.
Não me admirou, ainda, ver políticos formados na mesmíssima escola quererem cavalgar uma onda, incapazes, naturalmente, de contrariarem esse eleitorado potencial, procurando, inversamente, como lhes competia, formar e apresentar uma plataforma política que fosse capaz de reivindicar o cimento social onde ficaram os resíduos de reclamações vãs, pequeninas, tão parciais.

2.Olho para programas eleitorais e constato esquizofrenias políticas: de dois em dois anos, alternam entre o reclamar, a nível local, apoios sociais universais (nem sequer tendencialmente, que é para não haver dúvidas) e, ao nível central, a denúncia de um Estado Social que "prende", "aniquila", "desresponsabiliza" do nascimento à cova. Em que ficamos? Obras públicas são muito más, num ano, mas, passados dois, pede-se infra-estruturas que ultrapassam o delírio. Nada disto perturba os espíritos: nem de quem formula tais propostas e por elas se apresenta, nem de um eleitorado que não está para tais complicações.

3.Mudar horários na mobilidade (pública) urbana, tornando-os mais exíguos, mais espaçados, oferecendo piores condições a uma população que muito havia ganho com essa oferta é errado e seria um tiro no pé se houvesse quem estivesse preocupado com outras coisas que não as "barraquinhas", ou, mais propriamente, as "barracadas". De que vale estar-se ufano por se aligeirar, um pouco, a factura com a mobilidade se o preço para os cidadãos é terem, no fundo, um pior, claramente pior, serviço? Isto impede alguém de reivindicar o campeonato da defesa dos serviços sociais, ou o representante da respectiva junta de prosseguir com os bombos, como se nada fosse?

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Antigamente é que era bom

Resultado de imagem para reguadas na escola

Segue mais um excerto de Luc Ferry, desta vez sobre a escola e os alunos de hoje face aos de um passado mais distante, nomeadamente o período da III República em França (1870-1940). Para dizer que se compararmos os melhores alunos de então com os um último quartil de hoje, realmente aqueles eram melhores, mas que se compararmos os melhores de então com os de hoje, provavelmente, embora, impossível de provar,os de agora sabem mais em diferentes àreas (e em "abertura de espírito"); em todo o caso, o nível médio universitário de hoje será menos bom do que então, mas os alunos excelentes aumentaram em grande número; e se esse nível médio era melhor tal devia-se a uma elitização do ensino, com os filhos das "boas famílias" a serem hegemónicos na escola. Em suma, Ferry coloca em causa e desmente o "antigamente é que era bom", mas também refere que tendo a escola proporcionado a hipótese de mobilidade social ela por vezes não sucede porque faltam os esforços para chegar e penetrar o conhecimento, falta que atribui "à problemática desconstrução dos valores e das autoridades tradicionais" (sendo que, entre essa desconstrução, assinala a ideia de Levi Strauss, continuada por Bordieu, da alfabetização como modo de controlo sobre o indivíduo pelo poder: "porque é preciso que todos saibam ler e escrever para que este último possa dizer: ninguém pode ignorar a lei", pelo que assim a escrita, e a sua correcta aprendizagem, seria opressiva; ou ainda a tentativa, recente, em França de acabar com as notas escolares, por estas serem violentas, substituindo-as por cores - como se as pessoas não percebessem a diferença entre o verde, o laranja e o vermelho e se pudesse evitar a desigual avaliação de um desempenho; ou, ainda, a ideia de que a civilidade e polidez eram uma "imposição de classe" com avaliadores de candidatos a professores a valorizarem mais os que, enquanto estagiários, condescendiam com erros ortográficos ou gramática (dos seus alunos), pois que esta seria "fascista", dando, assim, com tal postura, origem a duvidosas inovações pedagógicas).



Será preciso portanto regressar aos bons velhos tempos, à boa velha escola da III República, com (...) as suas batas cinzentas, as suas boas notas e as suas orelhas de burro, as suas canetas de aparo e os seus tinteiros de porcelana cheios de tinta roxa? Deveremos a todo o custo reintroduzir no programa a edificante história do bom Lavisse, bem como o método silábico e as reguadas nos dedos? Mesmo sendo um pouco brutal, eu diria que a idealização da III República é absurda. Ela testemunha apenas uma ignorância crassa das realidades do passado.
Eis porquê: 
Para aqueles que se comprazem nesta mitologia falaciosa, começarei por observar que, sem incivilidades na escola, a criminalidade geral era então muitíssimo superior aquela que existe nos nossos dias, a expectativa de vida incrivelmente baixa (cerca de quarenta anos), a miséria omnipresente nas cidades, o analfabetismo a regra nos campos para 90% das raparigas, o produtivismo devastador, o nacionalismo belicoso, o cientismo ateu de um dogmatismo insuportável e o racismo colonial portador das piores catástrofes. (...) Dir-me-ão que talvez fosse verdade com o racismo, as guerras coloniais e nacionalistas que se preparam na época da III República, mas que, no respeitante à escola, o nível era ainda assim muito superior ao de hoje.
Na verdade, não, e trata-se, mais uma vez, de uma ideia recebida fora de qualquer avaliação minimamente séria da realidade dos factos. Comecemos, portanto, contrariando o célebre adágio de Rousseau, para não os rejeitar a todos de uma penada. Em primeiro lugar, deve lembrar-se que, no início da III República, 90% das raparigas e 75% dos rapazes eram analfabetos. O bacharelato, criado a 17 de Março de 1808, não conta, na sua primeira sessão, com mais de 31 laureados! Em 2008, dois séculos depois, há 500 000!
Ora, ao longo desse século XIX tão idealizado hoje pelos nossos «republicanos», o número anual de bacharéis permanece estável, nunca ultrapassando os 10000 laureados, e isso até 1920. É somente desde os anos de 1920 que esse número aumenta 1% a 2% num grupo etário! Continuemos a olhar para os números: em 1950, 30000 laureados (5%); em 1960, 60000 laureados (11%); em 1968, 170 000 (20%); e 500000 em 2008.
O mínimo que se pode dizer é que durante a III República a democratização do ensino nunca aconteceu, o que simplificava consideravelmente as coisas no que respeita ao nível escolar, sendo apenas escolarizados aqueles que pelas suas famílias...não necessitavam disso ou, pelo menos, não tanto quanto os filhos das classes populares
Já consigo ouvir a objecção; ela é ritual, está regulada como uma partitura musical: claro, democratizou-se o bacharelato no século XX, mas, justamente, o nível caiu a pique. Isso é sem dúvida exacto se compararmos o quingentésimo milésimo laureado de hoje ao décimo milésimo de 1920, o qual tinha decerto um nível de cultura e de ortografia muito superior.  Mas se tomarmos os 10000 melhores de hoje, ou mesmo os 50000 melhores, estou disposto a apostar que eles não têm nada a invejar aos dos anos de 1920, que eles são decerto muito superiores em ciência, provavelmente também em história, em letras e em abertura de espírito. É impossível, claro, verificar ou destruir a hipótese, mas o que é incontestável é que ela é conhecida para as raparigas. Porque, mais uma vez, em vez de idealizarmos o passado, olhemos para os factos: a primeira rapariga a obter o bacharelato em França - o nome dela é Julie Daubier - só consegue tal façanha em 1861! E com razão, porque, na verdade, até então o exame está reservado aos rapazes, sendo a escolarização das raparigas considerada inútil, ou mesmo prejudicial, como aliás o direito de voto para as mulheres - o que só por si já deveria proibir a idealização deste período.
Além disso, é só em 1920 que elas virão a receber um ensino secundário idêntico ao dos rapazes, embora não no domínio tecnológico, em que a aprendizagem da costura e da culinária continuará a ser regra até ao Maio de 68! Na universidade, a escolarização é marcada por um elitismo que não tem nada de republicano: 50000 alunos em 1900, e apenas 135000 ainda em 1950, contra 1500000 em 2013. E, também aí, se o nível médio é porventura menos bom que no passado, isso não é obviamente verdadeiro para a proporção de estudantes excelentes que aumentou muito em relação ao século XIX.

Luc Ferry, filósofo e ex-ministro da Educação francês, Sete lições para ser feliz, ou os paradoxos da felicidade, Temas e Debates, 2017, pp.216-223

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

A Alemanha que vai a votos



*Ana Carbajosa aponta para um grande centro ideológico na sociedade alemã (80% dos alemães dizem-se do centro, muito mais do que sucede em Espanha ou França), na qual, afora algumas minorias, a grande maioria da população estaria de acordo em matérias como a política europeia, a economia, o meio ambiente, os direitos civis, o papel da religião, sendo que os próprios slogans refletem este estado de coisas (para além do que se viu no debate entre Merkel e Schulz, no qual "as diferenças foram micro" e a cada um dos candidatos "só faltou abanar a cabeça enquanto o outro falava"; isto, também, por razões históricas, nomeadamente a experiência do entrincheiramento partidário na República de Weimar a dar passo ao nazismo; uma sondagem da Forsa indica que 75% dos alemães estão contentes com a sua situação financeira, enquanto 59% entendem que o país vai na boa direcção, contrastando com uma média europeia de 36%): aqui.

*Wolfgang Munchau, no DN, entende que o SPD não foi capaz de pensar a globalização e assim que os alemães desacelerem nos seus "campeões nacionais" não haverá estratégia para o dia seguinte. Se os sociais-democratas aceitaram as "linhas neoliberais" do défice e da dívida "desde 1990" não apresentam alternativa, embora o colunista do FT também considere que na Alemanha não resultaria uma viragem pura e dura à esquerda como a de Corbyn, no Reino Unido. Mas faltou uma reflexão de fundo sobre o futuro europeu, com mais solidariedade, com Schulz a deixar todo o peso (e/ou brilho) nas costas de JunckerAqui.

*Clara Ervedosa, no Público, liga ainda a grande erosão eleitoral do SPD ao conjunto de reformas do tempo de Schroeder que entende terem debilitado o trabalho, gerado precariedade, colocado em causa a coesão social e a classe média, promovido a desigualdade (40% dos salários mais baixos são inferiores aos de 1995). Sem o "pai" Estado, fica a segurança simbólica da Mutti MerkelAqui.

*Lluis Bassets alude ao prestígio global de Merkel, que ultrapassará Adenauer e igualará Kohl no número de anos à frente do Governo, caso vença as eleições de dia 24, elenca possíveis coligações, mas refere também a falta de infra-estruturas (pelo medo do endividamento), a erosão das grandes marcas alemãs, uma demografia que mostra uma população muito envelhecida. Aqui.